A Psicologia e a Dor

26/02/2015 10:43

A importância da Psicologia, na intervenção da dor em pacientes com dor crônica, ou a dor ocasionada em procedimentos invasivos.

A dor é definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor como sendo “uma experiência emocional e sensorial desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão”

A dor tem funções importantes, uma é afastar dos perigos que rodeiam nosso dia-a-dia, a dor com duração mais longa, é uma forma de sinalização que o corpo precisa de uma atenção maior, ou até uma intervenção invasiva nos tecidos do corpo, e as vezes as intervenções cirúrgicas, sendo elas realizadas por médicos ou dentistas, podem causar uma dor, controladas por medicação, até a recuperação e o término da dor, mas quando a dor é crônica e mesmo com medicação é inevitável deixar de sentir dor.

Alguns exemplos e Causas dador crônica: Artrite, artrose, cefaleia, enxaqueca, doença miofascial, fibromialgia, neurite, tendinite e algumas dores, podem ser geradas por ansiedade, depressão, síndrome do pânico e estresse pós traumático.

E como a Psicologia pode contribuir com o controle da dor?

Toda intervenção psicológica contempla uma avaliação psicológica criteriosa que visa proporcionar subsídios para a intervenção psicológica no paciente. Uma avaliação psicológica pode se valer de diferentes métodos: entrevistas, observação, testes psicológicos e visa identificar elementos que podem exacerbar ou contribuir para o quadro de dor, incapacidade física e sofrimento psicológico.

O processo de avaliação psicológica pode ser especialmente útil para identificar se alguns transtornos psíquicos (ex: depressão) já eram pré-existentes ou se são decorrentes do quadro de incapacidade, dor e sofrimento mental. A partir desta compreensão fica mais clara a necessidade de intervenções psicológicas.

Todavia, a participação do psicólogo proporciona através de uma avaliação psicológica um entendimento dos aspectos psicossociais que podem estar contribuindo para o quadro de dor, incapacidade física e sofrimento psicológico, elemento essencial na resolução dos casos mais complexos, a orientação pré e pós cirúrgica contribui no controle da dor, possibilitando uma menor quantidade de uso de medicação, e nas dores crônicas um alivio com o controle da respiração, técnicas de relaxamento utilizando na Psicologia Cognitiva Comportamental.

As dores crônicas podem começar quando crianças, e dificuldade de expressar a dor, resulta no adoecimento frequente da criança, no qual, os pais podem achar que estão com gripes frequentes, conhecidas como viroses, adolescentes, por não saber explicar com mais detalhes, podem apresentar maior sonolência, e menor desempenho na escola, não concentra-se, tem mais irritação, e muitas vezes passa a ser rotulado como adolescente revoltado e problemático, os adultos já identificam a dor, porém fazem auto medicação, sem saber a causa da dor, que poderia ser controlada, com a identificação do causados da dor, e idosos, pela idade mais avançada, as vezes já fazem uso de diversas medicações, procuram não reclamar da dor e sofrem sozinhos ou também fazem a auto medicação.

Procure ajuda de Profissionais para identificar a causa da dor. 

Psicóloga Simone Padilha CRP 12/13390


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